Bateu uma vontade de escrever hoje.Mas, escrever algo nada acadêmico,nada que exija muito do meu cérebro e nada que eu tenha de pensar no processo cognitivo dos adolescentes para a construção de textos. Daí, abri meu outro blog, aquele que tenho com mais três amigas e que quase nuuuuuuuuunca escrevemos. Reflexo da falta de tempo, que ainda existe pra mim e que me faz pensar agora mesmo: o que estou fazendo aqui? Há um planejamento te esperando, exercícios de alemão, textos de linguística e um livro todo do Maingueneau.
Vi uma peça outro dia e ela nos dava uma lição de vida no fim. Algo quase terapêutico para os momentos em que você não consegue resolver tudo ou se resolver, uma simples palavra pode ser dita: "foda-se". Pensei muito antes de escrever isso,mas é uma verdade; ainda sou caloura nesse quesito e nunca consigo ligar a placa do "foda-se" para o que tenho que fazer. Ah, confesso: sou muito certinha e gosto de ser assim.
Ai, falando em certinha, acabo lembrando os conselhos que vivo recebendo da família. Não queria escrever sobre isso,mas é quase inevitável. Ontem, comentei aqui em casa que irei a um bloco de carnaval e acho que vou fantasiada de beleza retrô (característica que minha família me deu -?????). O marido da minha tia disse: "ah, não, vai arrumadinha, pra ver se arruma um namorado".
Esses conselhos chegam a ser engraçados; às vezes tenho a sensação de que os receberei até quando for a um velório, porque,para a minha família, a coisa tá preta. A coisa tá preta mesmo, só que não vou confirmar isso na rede,pode ficar mais preta ainda,né? Vão achar o que de mim? Alá, pobrezinha, ficou pro caritó!
Outro dia minha amiga me disse: "liga não, você é linda", daí contou milhões de histórias de amigas ex-encalhadas que agora estão com um bonitão. "Deus tá demorando,mas vai mandar um daqueles" . No entanto, a verdade é que eu tenho uma preguiça de me produzir só pra isso, de sair pra dançar e pensar nisso, de pensar nisso em qualquer circunstância. Alguém que dorme 5h por noite, mora longe da vida e tá sempre correndo, é alguém que bota a roupa e lembra na rua que nem se olhou no espelho. A verdade é que focar a energia só em homem cansa; até porque, muitas vezes, as damas do caritó já estão sem bateria,porque a gastaram com pessoas "sem luz".
Acho tão mais divertido quando meus alunos fazem campanha pra eu desencalhar; quando a minha família dá dicas; quando meus meninos da casa de recuperação me falam que tão rezando pra vir um homem de Deus, que, o dia mesmo que ele aparecer (se aparecer), acho que nem vou contar pra ninguém. O caritó é tão divertido!!!
